Relatório de Avaliação - Aposentadoria por Moléstia Grave ou Acidente

dc.coverage.spatialBrasilpt_BR
dc.coverage.temporalCiclo 2020
dc.creatorInstituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)pt_BR
dc.date.accessioned2026-05-13T10:24:42Z
dc.date.issued2020
dc.description.abstractO presente relatório trata da avaliação da isenção do imposto de renda da pessoa física das aposentadorias e pensões motivadas por acidente e por moléstia profissional e para os portadores de um rol de doenças. Na verdade, nessa lista encontram-se o que se pode denominar agravos, como no caso da contaminação por radiação. Há na lista, doenças com definição muito abrangente, ou seja, contemplando vários códigos de doença (CID) como no caso das cardiopatias e nefropatias, cuja adjetivação de grave, dada na lei não tem a qualidade de discriminar melhor as manifestações que se deseja contemplar. A isenção é prevista no inciso XIV do art. 6º da Lei nº 7.713/1988 e pode-se depreender que tem por hipótese subjacente a ideia de que os portadores dessas doenças incorrem em gastos extras para o tratamento que podem implicar a redução de outros gastos essenciais – alimentação e habitação. Para que essa hipótese se sustente há que, de um lado, destinar esse benefício aos portadores de doenças caracterizadas pela cronicidade, continuidade e alto custo de tratamento. Não se observa, todavia, no rol das doenças essas características em algumas delas e para outras não se tem uma delimitação mais clara, incluindo, assim, certas categorias das doenças que não tem essas características. Por outro lado, para aquelas doenças que contam com essas características deve-se verificar se sua cronicidade e seu tratamento implicam de fato gastos extraordinários de montante suficiente para colocar em x...pt_BR
dc.identifier.urihttp://192.168.105.8/handle/123456789/373
dc.publisherInstituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)pt_BR
dc.relationAposentadoria por Moléstia Grave ou Acidentept_BR
dc.subjectPolítica Fiscal e Tributáriapt_BR
dc.subjectsubsídios da Uniãopt_BR
dc.subjectsubsídiospt_BR
dc.subjectbem-estarpt_BR
dc.subjecttributaçãopt_BR
dc.subjectavaliação de políticas públicaspt_BR
dc.subjectmonitoramentopt_BR
dc.subjecteficiênciapt_BR
dc.subjectimpactopt_BR
dc.subjecteducaçãopt_BR
dc.subjectsaúdept_BR
dc.titleRelatório de Avaliação - Aposentadoria por Moléstia Grave ou Acidentept_BR
dc.typeRelatório de Avaliaçãopt_BR
rdapp.achadosOs beneficiários da isenção estão concentrados no topo da distribuição de renda: 68% entre os 40% mais ricos dos declarantes e a maioria nos 5% mais ricos da população.pt_BR
rdapp.achadosO gasto tributário é elevado: R$ 12,9 bilhões em 2017, com rendimentos isentos de R$ 55,5 bilhões para cerca de 708 mil declarantes.pt_BR
rdapp.achadosOs beneficiários contam com outras fontes de renda que representam metade da renda total, indicando que não dependem exclusivamente do benefício.pt_BR
rdapp.achadosA cobertura da política é baixa: apenas cerca de 5% da população idosa portadora das moléstias é beneficiada.pt_BR
rdapp.achadosA hipótese de que a isenção evita gastos catastróficos em saúde não se sustenta, dado o perfil de renda elevado dos beneficiários.pt_BR
rdapp.odsODS 1pt_BR
rdapp.odsODS 10pt_BR
rdapp.odsODS 3pt_BR
rdapp.recomendacoesRevogar o inciso XIV do art. 6º da Lei nº 7.713/88, extinguindo a isenção por moléstia grave.pt_BR
rdapp.recomendacoesRedirecionar os recursos economizados (estimados em R$ 10 bilhões) para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).pt_BR

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